Doce voo que presencio nesta tarde
Vendo-te bailando com muita formosura pelo ar
Encho-me de desejo sem evitar o alarde
Pois, observando esse voo, fico com muita vontade de amar
Tuas asas transmitem alegria e disposição
Não há como olhar e não reparar
Azul e preta, oh que perfeita combinação!
Como eu me emociono vendo você voando pelo ar
Só por hoje gostaria de imaginar
A sua presença em meu real habitat
Como seria bom vê-la voando pelo mar
A imensidão azul oceânica te aguarda, oferecendo-lhe um altar
ALBATROZ
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O que passou pela sua cabeça nessa tarde, ilustre poeta desconhecido?
ResponderExcluirCaro amigo/a anônimo/a.... Vi um um animal alado muito lindo... e me inspirei em fazer essa humilde poesia...
ResponderExcluirAbraços/beijos!!!
Albatroz
Oi, Albatroz.
ResponderExcluirVi tuas poesias no Cascabulhices. Achei legal fazer uma visitinha pra estreitar laços. Tua poesia faz voar longe...
Bj
F. de Mello
Olá F. de Mello,
ResponderExcluirBaseado no que dissseste, fiz uma (derradeira) poesia.
Espero que tenhas bons voos, mas que iluimines sempre a poesia! A minha ou de algum abençoado!;)
Beijos
ALBATROZ
VOO DE DESPEDIDA
ResponderExcluirHoje sobrevoando esse bravio mar
Temo essa estranha e sinistra corrente
Como um poeta ficará sem musa para se inspirar?
A veia amalucada e artística morre lentamente
Mas se for para o bem do verdadeiro amor
Que a venerada Deusa parta sem olhar para o lado
Esse excêntrico poeta foi apenas um humilde ator
Pois essa divindade não pode ser do século passado
O voo enfraquece, o espírito fica ruborizado
A inspiração escapa, as tardes mudam de aroma
Tudo se torna horrivelmente ordinário, muito parado
Majestosa Divindade, a arte precisa muito de sua formosura
Inspire outros poetas errantes, enlouqueça as mentes
A poesia sem sua ilustre presença é uma verdadeira tortura
ALBATROZ
Puxa, que triste!!! Espero mesmo que tua Musa retorne. De repente é só um tempo. Todo mundo precisa dele.Por vezes ele é lenitivo quando a pessoa se sente meio pra baixo. Sei lá! Tô aqui eu fazendo um discurso politicamente correto e esquecendo do que mais importa: a tua poesia é linda. Triste, mas linda.
ResponderExcluirBj
F. de Mello
E esqueci de lhe dizer uma coisa. Eu não ilumino nada. Eu até queria ter este dom de vcs, poetas, mas...
ResponderExcluirBj de novo
F. de Mello
"Veio então aquela bondade criada por Deus, chamada o tempo."
ResponderExcluirEu Escrevi um Poema Triste
Eu escrevi um poema triste
E belo, apenas da sua tristeza.
Não vem de ti essa tristeza
Mas das mudanças do tempo,
Que ora nos traz esperança,
ora nos dá incerteza...
Nem importa, ao velho Tempo,
Que sejas fiel ou infiel...
Eu fico, junto à correnteza,
Olhando as horas tão breves...
E das cartas que me escreves
Faço barcos de papel!
(Mário Quintana)
A frase é do livro Rua Descalça.
Bj
f. de Mello
Não sei se irá te ajudar ou piorar a sua tristeza. MAs há um provérbio de autoria duvidosa (alguns até atribuem ao próprio Mário Quintana) que diz:
ResponderExcluir- "O TEMPO É O SENHOR DA RAZÃO"
Graças a Deus,
ResponderExcluirum passarinho
Vem me acompanhar
Cantando bem baixinho
E eu já não me sinto só
Tão só, tão só
Com o iniverso ao meu redor.
Bj
F. de Mello
Olha isso rende hein...
ResponderExcluirEu prefiro não entrar na maluquez nessa semana porque estou meio depressivo. Não vai sair coisa legal...
Foi você que fez essa linda poesia?
Ferreira Gullar
ResponderExcluir"Creio que o impulso secreto (para escrever Poema sujo, em 1975) foi a urgência de reafirmar a vida, de resgatá-la na distante São Luís da infância. Escrevi o poema num estado de espírito especial, 'inspirado', como se dizia antigamente. Não tinha plena consciência do que escrevia e nem hoje sei ao certo o que o poema significa. A verdade é que, ao escrevê-lo, me sentia vivendo em plenitude".
Fonte: MARETTI, Eduardo. Escritores: entrevistas da Revista Submarino. São Paulo: Limiar, 2000.
Carlos Drummond de Andrade
ResponderExcluir"Eu sou inteiramente partidário da idéia da inspiração. Seja banal, antiquado, mas sem inspiração não se faz nem se escreve nada. A pessoa adquire a técnica de se comunicar e tem facilidade, como eu tenho, de escrever coisas. Mas aquela coisa profunda que vem das entranhas da gente, isto é inspiração..."
Fonte: Jornal da tarde, 19/10/1986
Augusto de Campos
ResponderExcluir"Para mim, o momento em que se deslancha o fato poético é meio misterioso; quer dizer, acho que existe aí um problema de intuição, alguma espécie de percepção que se acumula e que subitamente te sugere uma palavra, uma imagem, que te ativa a sensibilidade. E naturalmente, aí, entram os conhecimentos, as aquisições culturais. É como se a gente estivesse todo o tempo se preparado tecnicamente para um momento que vai chegar; mas eu não posso dizer: vou escrever um poema daqui a uma hora; é impossível, tem que haver uma somatória, uma química interna que me permita encontrar as coisas que eu procuro; às vezes tomo nota de uma palavra, de uma imagem, mas não consigo, muitas vezes, realizar imediatamente. Paul Valéry dizia: ‘Os primeiros versos te dão os deuses, o resto você tem que fazer’”.
Fonte: RICCIARDI, Giovanni. Escrever 2. Bari: Ecumênica Editrici scrl, 1994.
Antonio Olinto
ResponderExcluir"Para escrever tenho que ficar atuado, em transe. O que eu chamo de inspiração é, na verdade, transe. O importante é fazer um plano por escrito. Assim, você se compromete, por exemplo, a escrever cinco páginas por dia. Se não conseguir, fica devendo e 'paga' no fim de semana".
Fonte: Jornal do Brasil, 11/01/1997
Oi, Albatroz Errante. E pra vc? Como o poema vem? Como ele nasce? Eu não escrevo nada, não. Quem dera! O que escrevi plagiei da Marisa Monte, que eu adoro, diga-se de passagem. Infinito Particular.
ResponderExcluirFalando em Ferreira Gullar "inspirado':
Uma parte de mim é todo mundo
outra parte é ninguém:
fundo sem fundo.
Uma parte de mim é multidão
outra parte estranheza e solidão.
Uma parte de mim pesa, pondera:
outra parte delira.
Uma parte de mim almoça e janta:
outra parte se espanta.
Uma parte de mim é permanente:
outra parte se sabe de repente.
Uma parte de mim é só vertigem
outra parte, linguagem.
Traduzir-se uma parte na outra parte
- que é uma questão de vida ou morte -
Será arte?
Isso é lindo na voz do Fagner e maravilhoso na da Adriana Calcanhoto. A mim só resta mesmo é me encantar com tanta beleza! Já viu retrato mais bonito do humano?
Aqui, não fica deprê, não. Se ela gostar de vc ela volta. Fique bem, viu?
Bj
F. de Mello
Caraca, a música é Universo Ao Meu Redor. Falha nossa. Efeito do vinho que tomei ontem com uns amigos. rsrs Eu acho. Isso se não for o alemão...
ResponderExcluirBj
F. de Mello
Eu quando fico inspirado sinto uma força incontrolável e isso acontece geralmente nas horas menos impróprias... exemplo: quando estou quase dormindo. às vezes escrevo naquele momento, durmo e termino dia seguinte. È algo louco, meio impulsivo.
ResponderExcluirVocê tem a sensibilidade muito apurada. Espero que ela volte mesmo.
Cuidado com o Alemão mesmo...morro de medo dele. Às vezes não consigo lembrar o que almocei no dia que roupa vesti no dia anterior..rs