sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Levada da Breca

Menina graciosa e travessa de olhos esbugalhados
Sapeca, moleca parece uma boneca perereca
Trocando, tirando, transportando todos os meus quadros
Você é mesmo uma menina levada da breca

Seu quarto rosa é uma verdadeira adorável zoeira
De brinquedos espalhados, jogados, largados e atirados
Movendo muitos móveis misturados em montoeira
Não adianta reprimir, os outros é que estão errados

Espero que envelheça com esse admirável vigor
Esse chato mundo adulto está muito careta
Gente grande só anda pensando em ser doutor

A realidade dos adultos de hoje é deveras atroz
Como é bom ver uma criança levada como você
Não devemos nunca matar a peraltice dentro de nós


ALBATROZ

4 comentários:

  1. Que retrato mais fofo!!!
    Bj
    F. de Mello
    Ainda bem que a gente não se esforça pra ser "um sujeito normal e nem controla a maluquez". rsrs

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  2. Oi! Sabe, tô voltando de um show do Almir Sater. Daí, na volta, fiquei filosofando sozinha nas letras das músicas.
    "Só levo a certeza de que muito pouco eu sei
    Eu nada sei."
    "Cada um de nós compõe a sua história, cada ser em si carrega o dom de ser capaz
    De ser feliz"
    A vida é por aí mesmo, né?
    Cara, que viola esse moço toca! Sensacional.
    Bj e boa noite.
    F. de Mello

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  3. cara.. O Almir está repelto de razão!!! Nessa vida, buscamos incessantemente o conhecimento e nunca atingimos a plenitude. MOrremos burros. Menos burros de que quando nascemos.

    Isso ainda vai render um poema...

    Beijos!! Boa noite

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  4. Vou ficar esperando...
    Bj
    F. de Mello

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